Você já viu essa regra em todo lugar: 50% pras contas, 30% pro lazer, 20% pro futuro. Parece fácil no Instagram, mas na hora H — quando o salário cai e o iFood chama — vira bagunça. Calma. A regra 50/30/20 não é lei. É um mapa.
Os 50%: o que não dá pra escapar
Metade do que você ganha vai pras coisas que, se não pagar, vira problema: aluguel, luz, água, internet, mercado, transporte, remédio. Se hoje isso passa de 50%, você não tá fazendo nada errado — só tá numa fase apertada. O primeiro passo é enxergar o número, não se punir por ele.
- Aluguel ou parcela do AP
- Contas de casa (luz, gás, água, internet)
- Mercado e feira
- Transporte (ônibus, gasolina, Uber pro trabalho)
- Plano de saúde, remédio de uso contínuo
Os 30%: o que te mantém são
Streaming, delivery, roupa, bar, viagem, presente — tudo que não é sobrevivência, mas é vida. Cortar 100% disso não funciona. Você aguenta duas semanas e estoura no cartão. O segredo é ter um teto, não um banimento.
💡 Dica do Cifrão: Truque do Cifrão: separa o lazer numa conta ou cartão pré-pago. Quando acabar, acabou. Sem culpa, sem rotativo.
Os 20%: pagar você mesmo
Esse pedaço é seu. Reserva de emergência, investimento, quitar dívida cara. Se você tá no vermelho, esses 20% vão 100% pra dívida antes de qualquer investimento. Sem reserva, qualquer imprevisto vira cartão de novo.
E se meu salário não fecha?
Normal. Muita gente começa com 70/20/10 ou até 80/15/5. O importante é ter uma proporção consciente — e ir ajustando conforme sobe renda ou corta gasto fixo. A regra é ponto de partida, não prova de fracasso.